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Engenharia de Dados

Os dados certos, no lugar certo, todos os dias. Pipelines desenhados no Apache Hop ou programados em Python — sempre versionados, agendados e monitorados.

Ilustração: pipeline visual de dados — das origens ao destino, com agendamento e monitoramento

O encanamento que ninguém vê

Todo painel bonito esconde um trabalho invisível: buscar dados em vários sistemas, limpar, cruzar e entregar — todos os dias, sem falhar. Isso é engenharia de dados. Quando é bem feita, ninguém percebe que ela existe; quando falha, a diretoria descobre na segunda-feira que o painel está mostrando números de quinta.

Desenhar ou programar? As duas escolas

Há dois jeitos de construir um pipeline. Na escola visual, você desenha o fluxo numa interface gráfica — cada caixinha é um passo, cada seta é o caminho do dado — e a ferramenta guarda esse desenho como metadados que vão para o Git como qualquer código. Na escola do código, você programa o fluxo em Python. O resultado precisa ser o mesmo: um processo versionado, agendado, monitorado e que avisa quando algo dá errado.

Você DESENHA o fluxo ler transformar gravar Apache Hop · Pentaho PDI — o desenho vira XML/JSON Você PROGRAMA o fluxo Python · Airflow · Spark — o código vira uma DAG Nos dois casos: versionado no Git · agendado · monitorado execução na sua máquina, em contêiner ou num cluster Spark/Beam

Nenhuma escola é "melhor" — a escolha depende da sua equipe, do volume e de quem vai manter o pipeline daqui a dois anos:

AbordagemFerramentasQuando faz mais sentido
Visual (low-code)Apache Hop · Pentaho PDIIntegrações e migrações mantidas por equipe enxuta — o desenho do fluxo é a própria documentação
CódigoPython · AirflowEquipe de engenharia dedicada, lógica muito específica, testes automatizados linha a linha
Escala distribuídaApache Spark · BeamVolume que não cabe em uma máquina — o Hop desenha, o cluster executa
Gerenciada (nuvem)AWS Glue · Data Fusion · Data FactoryTudo já mora numa nuvem e a conta fecha — os conceitos são exatamente os mesmos

Do Kettle ao Apache Hop — acompanhamos essa história desde o início

Trabalhamos com o Pentaho Data Integration há mais de uma década — foi com ele que escrevemos a matéria de capa da SQL Magazine sobre migração de dados, e foi essa estrada que nos levou a ministrar minicurso no Pentaho Day 2017, em Curitiba, onde conhecemos pessoalmente o criador do Kettle. Quando a plataforma evoluiu para o Apache Hop, projeto criado pelo mesmo autor do Kettle/PDI, seguimos junto: metadados leves que se versionam no Git, execução nativa em contêineres e a opção de delegar o processamento pesado a um cluster Apache Spark ou Beam sem redesenhar o fluxo. E as ferramentas gerenciadas das nuvens são variações dessas mesmas ideias — quem domina o conceito transita entre elas sem susto.

Isso também protege o que você já tem: fluxos PDI legados são reaproveitados na migração para o Hop, em vez de reescritos do zero.

E se a casa for toda Microsoft?

Em boa parte do varejo, dos sistemas corporativos e do setor público brasileiro — prefeituras e e-gov em geral — o padrão é o ecossistema Microsoft: SQL Server nos bancos, Azure Data Factory (e o Microsoft Fabric) nos pipelines e Azure DevOps na esteira. Trabalhamos bem nesse mundo: pipelines versionados no Azure Repos, com build, teste e implantação automatizados pelo Azure DevOps Pipelines — a mesma disciplina de CI/CD que aplicamos ao Hop e ao Python, só que com as ferramentas da casa. E quando convém misturar, o Apache Hop conversa com SQL Server e roda em contêiner no Azure sem drama.

Quando nos chamar

Quando os relatórios dependem de alguém rodar planilha na mão; quando cada sistema conta uma versão diferente do mesmo número; quando o "pipeline" é um script que só um funcionário entende — ou quando ele já falhou e ninguém percebeu a tempo. Também assumimos e modernizamos pipelines existentes, inclusive os que outros fizeram.

O que você recebe

  • Pipelines com metadados versionados no Git — nada de lógica presa em telas
  • Agendamento, monitoramento e alerta de falha — você fica sabendo antes da diretoria
  • Validação entre origem e destino: contagens e somas conferidas a cada carga
  • Escolha de ferramenta justificada por escrito — visual, código ou nuvem
  • Reaproveitamento do que existe: fluxos PDI legados migram para o Apache Hop
  • Documentação e treinamento para a sua equipe assumir sem dependência

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